Ontem, nos comentários, a Cláudia pediu um post sobre o Oscar. Como ela é freqüentadora assídua daqui, resolvi atender.
Vamos começar com a grande ganhadora da noite, Kathryn Bigelow que levou os prêmios de melhor filme e melhor direção, derrotando o que tinha mais indicações, Avatar. Como devem ter ouvido, ela é ex-mulher do James Cameron. Segundo o @ulissesmattos, essa foto dos dois resumiu o Oscar.

Por mim, o Oscar de melhor filme iria pra Up. Foi o que mais mexeu comigo ano passado. Mas já fiquei feliz de Avatar não ter ganho. Pra mim é um filme em terceira dimensão com roteiro de quinta.
“Guerra ao terror”é bem mais filme, tem uma linguagem bem legal. Mas também não é essas coisas todas. O filme é um Tropa de Elite americano. Só que em vez de Capitão Nascimento tem o Capitão James. E em vez de traficantes, terroristas.
Avatar é um filme tão sem consistência que daqui a 5 anos ninguém vai mais dar a mínima pra ele. O apresentador do Oscar, Steve Martin, resumiu bem quando, no final, disse sem a menor dó: “a cerimônia foi tão comprida, que agora Avatar já é coisa do passado”.
Não gostava do Steve Martin mas virei fã depois de ler sua autobiografia. O livro é muito bem escrito. Dentre outras coisas, descobri que o cara é formado em filosofia e já ganhou um Grammy tocando banjo.
Ele começou a carreira como mágico, mas ao ver que não era lá muito bom, resolveu misturar comédia nos truques. Assim, ele virou um dos maiores comediantes dos EUA e revolucionou o jeito de fazer comédia naquele país. Em português, o livro se chama “Nascido para matar de rir”. Recomendo bastante.
Veja uma dessas mágicas cômicas:
Voltando ao Oscar, ao ver todo mundo recebendo prêmio e agradecendo à Academia, fico imaginando como seria se outras premiações fossem cheias de agradecimentos melosos assim. Imagina um ganhador do prêmio Nobel dizendo “Valeu, Estocolmo! Vocês são demais!”.

E já que esse post foi meio esquizofrênico mesmo, vou falar também uma curiosidade aleatória relacionada ao dia internacional da mulher. A Mulher Maravilha é um símbolo importante na cultura pop, porque foi a primeira heroína dos quadrinhos. A primeira mulher que não aparecia só pra gritar socorro e ser salva pelos rapazes. Ela foi criada em 1941 pelo psicólogo e feminista William Marston.

Agora, sabe o que é legal? O criador dela também inventou o Polígrafo, o popular detector de mentiras. Mudei a vida de vocês com essa, hein?
Tudo bem eu sei que não. Mas para que a entrada da Mulher Maravilha não pareça gratuita, saibam que ela está vendendo seu Avião Invisível no mercado livre.
Façam suas ofertas.